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- Portugal Surreal – Passos, Tecnoforma e trafulhice
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| Posted: 26 Sep 2014 09:01 AM PDT |
| Posted: 26 Sep 2014 06:49 AM PDT A defesa de Passos Coelho é um clássico nacional: tal como Salazar não enriqueceu. Faz sentido: ambos têm igualmente em comum terem ajudado a enriquecer uns poucos à custa de tantos. Filed under: curtas Tagged: passos coelho, salazar |
| Posted: 26 Sep 2014 06:21 AM PDT Vi tudo. A bem dizer, vi várias vezes. Sempre que liguei para o telejornal. A história é emocionante e fundamental para a felicidade pública. É, também, a prova de que os que dizem que as televisões estão entregues aos bichos não têm razão; são uns exagerados. Ora vejam: Fernando Santos dirige-se à sede da Federação Portuguesa de Futebol – e a câmara está lá! Filma as mãos e o rosto desta importante personagem. O engenheiro conduz o carro e as imagens testemunham esse facto. Somos informados de que a viagem demorou cerca de cinco minutos. Cinco minutos! É fundamental, como diria o Vasco Santana. Chegado o ilustre viajante, o que faz? Bebe uma bica! E a câmara bebe-a com ele. Cada golinho, em grande plano, ligeiramente contre-plongée. Somos esclarecidos, entusiasticamente, que o novo seleccionador aproveitou esse momento para ver algumas notícias na televisão. Mas não era tudo. Não. Seguidamente, o importante novo protagonista da bola nacional foi – nada menos, oh, concidadãos – provar um fato novo e ajustar as medidas do dito. O fato oficial! Aproveitou o telejornal para mostrar que também alguns secundários desta história tiveram fato novo – e tudo isto as câmaras e a voz comovida do relator acompanharam! – mostrando que a FPF é uma mãos largas. Fiquei feliz por tão bem informado. E por constatar, mais uma vez, que a nossa comunicação social – neste caso a televisiva – continua a ter a plena noção do que é realmente importante. Filed under: desporto Tagged: Fernando Santos |
| Posted: 26 Sep 2014 12:06 AM PDT Passos recebeu mas eram despesas de representação e cartões de crédito. Não tinham de ir para o IRS. Não estava em exclusividade, estava em exclusividadezinha. Filed under: curtas Tagged: passos coelho |
| Portugal Surreal – Passos, Tecnoforma e trafulhice Posted: 26 Sep 2014 12:00 AM PDT
Quem se sente surpreendido com o recente chafurdar na lama de Pedro Passos Coelho só pode estar a dormir há coisa de 3 anos. Quanto à honestidade do trafulha já há muito que estávamos esclarecidos e sobre esse lodo chamado Tecnoforma só não viu até agora quem não quis. O que se compreende dada a apelativa oferta de lixo televisivo que vai prendendo tantas mentes neste país. Um tuga tem que ter as suas prioridades, se há cus, parolada e vacaria com força na TV, o país e o futuro podem sempre esperar. Têm sido dias interessantes no desmascarar desse discípulo de uma longa linhagem de Cavacos e Sócrates. Que o Pedro abria muitas portas já todos sabíamos (leiam a entrevista do Fernando Madeira à Sábado, é reveladora). Que se relacionava com malta suspeita também. Que montou um esquema na blogosfera para destruir Sócrates e chegar ao poder o Fernando Moreira de Sá fez o favor do nos contar. Que deu à luz milhares de boys, mais até que a sua alma gémea Sócrates também não é novidade. O que aparentemente ninguém sabia, tirando aqueles que sabiam, é que este aldrabão poderá ter andado a receber umas coroas por fora enquanto deputado em regime de exclusividade. E quem lhe terá fornecido esses trocos? A Tecnoforma pois claro!
Voltando ao início, foi notícia que o primeiro-ministro estaria a ser investigado por violação do estatuto de deputado em regime de exclusividade e fuga ao fisco. Entretanto meteu-se o fim-de-semana e na Segunda-feira seguinte a secretaria-geral da AR veio informar que não senhor, que afinal não existia nenhuma declaração de exclusividade correspondente ao período em análise e que não lhe havia sido pago o complemento salarial de 10% correspondente. No dia seguinte, tudo muda: o Público noticia que afinal a secretaria-geral da AR teria mentido no dia anterior e Passos não só teria exercido funções em regime de exclusividade entre 1991 e 1999 como havia recebido o subsídio de reintegração no valor de 60 mil euros. Ou mentiu ou foi incompetente ao ponto de se esquecer de consultar os arquivos oficiais. Ou, quem sabe, optou por tentar encobrir a questão. Uma das três, todas elas graves, há-de ter sido com toda a certeza. Assim sendo, e a confirmar-se que efectivamente foi remunerado pela Tecnoforma no período 1997-99, Passos recebeu 30 mil euros aos quais não teria direito, correspondentes ao período de 1995-99. Chegamos então a meio da semana, Quarta-feira 24, e O Público avança com novo artigo sobre o tema, desta feita apresentado documentos assinados por Passos Coelho comprovando o que este artista requereu mesmo o estatuto de exclusividade bem como o subsídio de reintegração. Basta abrir o link e os documentos estão lá, escarrapachados para quem os quiser ver. Contudo, e à revelia do previsto na Lei de Acesso aos Documentos Administrativos, o secretário-geral da AR, um ex-governante social-democrata de seu nome Albino de Azevedo Soares, recusou-se a disponibilizar a restante documentação requerida, fundamental para uma análise objectiva desta questão, nomeadamente o parecer da Comissão de Ética, sem se dar ao trabalho de fundamentar a sua recusa, tal como previsto na mesma lei. O que não deixa de ser irónico quando o senhor Albino é membro da comissão de Acesso aos Documentos Administrativos que supostamente zela pelo cumprimento das disposições legais referentes ao acesso à informação administrativa. Enquanto decorriam estes episódios da Casa dos Segredos laranja, o Expresso aproveitava para informar que os alegados crimes do aldrabão já teriam prescrito, só para o caso da coisa correr mal. Ontem, a PGR veio confirmar que não pode investigar a suposta criminalidade de Passos Coelho por esta, a existir, já ter efectivamente prescrito. Tudo isto apesar de Passos ter solicitado à PGR para averiguar se algum ilícito teria sido cometido. Porque o homem, coitado, já não se lembra. Afinal de contas, o que são 150 mil euros eu suaves prestações de 5 mil? O outro também não se esqueceu de declarar 8 milhões de euros ao fisco? Vá lá, quem nunca se esqueceu de ninharias destas que atire a primeira pedra! Ele não fez por mal… Mas, fazendo aqui uma pequena incursão no campo da conspiração, será que Passos, esse ser humano tão puro e honesto, não saberia de antemão que a PGR não poderia investigá-lo e dai o pedido, tão elogiado pela sua legião de fãs de abanadores de bandeiras? No meio de tudo isto temos os súbditos leais. Marco António Costa, o maçon que em tempos terá supostamente colocado Passos na posição de escolher entre eleições no país ou no PSD, veio a público afirmar que Passos é um “referencial de comportamento ético e de transparência“. Trocado em miúdos, ou este gajo pensa que somos todos da JSD ou toma-nos a todos por parvos. Ou então considera que mentir para ser eleito, fazer-se rodear de Relvas e Loureiros e todas as outras façanhas referidas no segundo parágrafo deste escrito são sinónimos de ética e transparência. Outro destacado maçon, Luís Montenegro, o tal que há uns tempos atrás se saiu com aquela pérola “A vida das pessoas não está melhor mas o país está muito melhor“, afirmou ontem, em nome do grupo parlamentar do PSD, que Passos não iria responder a perguntas dos deputados relacionadas com este escândalo. São duas faces de um partido que rosnou que se fartou enquanto Sócrates não caiu. Onde estão esses moralistas agora? Onde estão os representantes do povo que já julgavam Sócrates quando, tal como agora, a esmagadora maioria das acusações não passavam do campo da especulação? Não estão. E não estão porque para esta gente só existe o partido e o poder, a justiça, a legalidade ou ética são-lhes completamente irrelevantes. Até São Marcelo afirmou acreditar na inocência de Passos Coelho: “Eu acredito quando ele diz que não tinha noção que estava a violar a lei” disse o so called independente que chegou a ser um incómodo catavento mas que acabou por capitular no último congresso do PSD. É o que dá andar a encher o Parlamento de jotas, tão incompetentes que nem as regras pelas quais se rege o seu local de trabalho conhecem. Resumindo e concluindo, o que temos então? Desonestidade, violação do estatuto de deputado em regime de exclusividade, fuga ao fisco, 30 mil euros sacados ao Estado de forma ilícita, responsáveis políticos incompetentes e mentirosos, instituições que não funcionam, prescrições, boys e propaganda. Pelo meio ficaram declarações de IRS, requeridas por lei, referentes ao período 95-99 por entregar na AR, fundamentais para comprovar se Passos teria ou não recebido rendimentos incompatíveis com o regime de exclusividade que requereu. A impunidade é total. E no meio de tudo isto, a parte mais relevante deste jogo trafulha continua a passar por entre os pingos da chuva sem que nada aconteça. É que estes 150 mil euros não são nada quando comparados com o esquema mafioso orquestrado por Passos e Relvas na Tecnoforma, que envolve outros nomes como Agostinho Branquinho, Aguiar-Branco, Vasco Rato ou Paulo Pereira Coelho. E aqui não estamos a falar de meia dúzia de robalos, estamos a falar de muitos milhões de euros. Deixo-vos com a música dos Dealema que dá o nome a este artigo, que apesar de não ser nova e ter como principal visado José Sócrates, se aplica como uma luva ao estado de coma de um país que cada vez mais parece gostar de ser enganado, ultrajado e roubado. É muito triste esta sensação de viver no terceiro mundo onde idiotas com esquemas mal montados e perfeitamente falíveis conseguem manter-se à tona enquanto país afunda. Mais triste ainda quando percebemos a quantidade de ovelhas patéticas que os seguem sem nada questionar. O manual é muito claro não é João? Filed under: política nacional Tagged: Albino de Azevedo Soares, corrupção, crime, deputado, O Público, passos coelho, pgr, subsídio de reintegração, Tecnoforma |
| Posted: 25 Sep 2014 04:47 PM PDT Fui encontrá-la no chão da entrada, onde aterram até que alguém os apanhe os envelopes que o carteiro enfia por debaixo da porta da rua. Havia outra, imaginas de quem, não é? Lá dentro estava um texto em Português acordizado, razão bastante, caso não houvesse outras, para não passar das primeiras linhas. Não aguento ver assim tratada a única pátria que conheço, compreendes? No verso do teu envelope, lá estava aquela frase a afirmar na sua importância maiúscula que «PORTUGAL PRECISA DE SI.» Quando, depois das viagens formadoras da juventude, voltei para Portugal, fi-lo a achar isso mesmo: que Portugal, onde estava tudo por fazer, precisava de mim, mesmo se na justa medida em que também eu precisava de Portugal, pelas razões de superlativo mistério que fizeram com que uma imigrante (ou estrangeirada, chama-lhe o que quiseres António) se ligasse a este lugar mental ainda tão novinha, e desafiando as mais avisadas advertências que me exortavam a abraçar outra pátria. Volto à tua carta: abri-a, lá te descobri na imagem de cabeçalho junto a uma réplica dessa frase: «PORTUGAL PRECISA DE SI». Pronto, afinal sempre era verdade. Foi preciso chegar aos quase 50 anos para ouvi-lo de forma tão clara. Mas já se sabe: mais vale tarde que nunca. Ainda assim, espero que o voto de emergência nacional a que me propus, integrando esse vasto grupo de teus «simpatizantes» (não te iludas relativamente ao que pode unir muitos de nós ao teu partido António) possa servir um desígnio maior. Ou, como escreveste na carta que chegou esta manhã, «um programa de recuperação económica e social», de par com a inequívoca afirmação de «uma nova atitude na Europa em defesa dos interesses nacionais». Assim seja, e sejas tu capaz António, português da minha geração, de ser o timoneiro de tão substanciais acções políticas. Filed under: crónicas, política nacional Tagged: 28 de Setembro de 2014, antónio costa, Austeridade, crescimento, democracia, desigualdade, europa, Primárias PS, união europeia |
| Posted: 25 Sep 2014 03:59 PM PDT |
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