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- Das Lajes à condecoração: a história de Durão, o mordomo
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| Posted: 05 Nov 2014 06:45 AM PST José Xavier EzequielEnvelhecer é, quase sempre, uma coisa terrível. Talvez pudesse não o ser tanto, se o tempo e a volúpia do poder não acabassem por enterrar, um a um, todos os meus heróis. Porém, estou fartinho de o saber, os heróis são mais ou menos como as pessoas. Nascem, crescem, reproduzem-se e morrem. A única diferença é que, por norma, se suicidam em público. E não morrem logo. Transformam-se em zombies. Em mortos-vivos. Em patéticos cadáveres ambulantes. Admirava Lula da Silva. E, suponho, não precisarei de explicar porquê. Um dia, chegou ao poder. E foi vê-lo, mais rápido que a própria sombra do Lucky Luke, transformar-se em mais um escaravelho da bosta de rinoceronte. Daqueles que se deleitam em rebolar uma bola de esterco onde possam depositar os ovos da sucessão. Agora vejo Xanana Gusmão a expulsar magistrados (portugueses ou não, na verdade, pouco interessa), só porque beliscaram membros corruptos do seu governo, há muito rendido às sinecuras do petróleo. Com o argumento, merdoso, da falta de competência técnica dos magistrados expulsos. Alguém acredita que deixaram de ser competentes? Assim, de um dia para o outro? No exacto dia em que pediu ao Parlamento que não retirasse a imunidade a alguns dos 'seus' deputados, para não 'perturbar' a ordem pública? Xanana Gusmão, meu herói dos amanhãs que já não cantam — que a merda te seja leve. Poucos o merecem tanto como tu. Filed under: política internacional, política nacional Tagged: corrupção de Estado, expulsão magistrados portugueses, heróis, Timor, xanana gusmão |
| Das Lajes à condecoração: a história de Durão, o mordomo Posted: 05 Nov 2014 06:00 AM PST
Corria o ano de 2004. Nos corredores burocratas de Bruxelas, discutia-se a sucessão de Romano Prodi e o nome de Durão Barroso surgia como terceira ou quarta opção para o cargo. Barroso não era uma personalidade destacada da cena política internacional mas cumpria requisitos de subserviência que poderiam ser muito úteis, como foi possível verificar, para servir os interesses das principais potências europeias. Algo que de resto tinha já ficado provado quando se colocou no papel de mordomo da Cimeira das Lajes, arrastando o nosso país para uma guerra absurda que não nos dizia respeito e que colocou Portugal nos radares do terrorismo islâmico. Uma guerra sem qualquer tipo de legitimidade e que mais não foi do que uma violação da soberania de um Estado para controlar os seus recursos petrolíferos e um aviso à navegação para outros chefes de Estado que tivessem a ousadia de, tal como Saddam, levantar a possibilidade de transaccionar petróleo em euros ou noutra moeda que não o dólar.
Faltava apenas libertar o novo fantoche das suas responsabilidades perante o povo português, que o havia conduzido ao poder 2 anos antes para liderar um governo de coligação entre o seu PSD e o CDS-PP de Paulo Portas, um governo “submarino” que pouco ou nada fez excepto aumentar a dívida pública de um país, nas palavras de Barroso, "de tanga". Um governo liderado por um homem que passou os 10 anos seguintes a falar de responsabilidade mas que não hesitou um segundo em lançar o seu país para uma crise política quando confrontado com a hipótese de ganhar mais dinheiro e viver como um verdadeiro aristocrata na corte europeia onde a austeridade não existe e trabalhar não é propriamente uma obrigação, como o vídeo que abre este post comprova. Assim se resume o conceito de serviço público de Durão: é tudo uma questão de “condições laborais”. A fuga não foi difícil. Estávamos em pleno Euro2004 e o país vibrava com a prestação da selecção nacional. Neste clima de euforia permanente, Durão cozinhou calmamente a sua saída da cena política nacional. No dia seguinte ao histórico Portugal x Inglaterra no qual o Ricardo defendeu o penalti sem luvas, Durão vai a Belém e informa Jorge Sampaio sobre a sua ida para Bruxelas, apontando o seu amigo Santana Lopes como seu sucessor. A sociedade estava-se nas tintas porque, é sabido, o futebol é prioridade, a política é uma coisa chata e a ressaca do dia anterior ainda se fazia sentir. Dias depois, mais concretamente a 5 e Julho de 2004, Barroso apresentou a sua demissão e o país, ainda em choque depois de perder a final do Europeu contra a Grécia no dia anterior, não deu grande importância à ocorrência. Claro que a escolha deste calendário foi mera coincidência. Há quem diga que Durão ajudou Portugal enquanto presidente da Comissão Europeia. O que essas pessoas não conseguem explicar é exactamente de que forma. Mistérios insondáveis do “porque sim”. Para a história fica um homem que abandonou o país que o elegeu, lançando-o para uma crise política que culminou com a dissolução do Parlamento, um ano depois, e que deu espaço à primeira maioria absoluta do PS, à ascensão de José Sócrates e a tudo o que isso significou. Fica também a cara de pau de um manipulador profissional que teve a distinta lata, ao ser condecorado pela “coisa” de Belém, de afirmar que Durão Barroso até pode tentar iludir-se com esta absoluta demência de achar que está a ser condecorado pelo país. Mas nem ele acredita, limita-se a seguir a cartilha do politicamente correcto e até convence uns quantos carneiros. A verdade é que foi a partidocracia que o condecorou. Foi esse sistema podre do bloco central que distribui condecorações a todos os que cumprem os desígnios da elite e que ajudou a branquear a traição barrosista. Mas a lata do cherne foi ainda mais longe ao afirmar que tinha executado um “programa português“, ao mesmo tempo que defendeu a necessidade de combater algum “soberanismo” patente em alguns sectores da opinião pública portuguesa. Durão deve achar que isto da soberania é uma grande maçada e que bom bom seria mesmo alienar o que sobra dela, transformando Portugal num mero resort periférico da União, destinado ao turismo dos países ricos do norte. De preferência com poucos licenciados que a “senhora” Merkel acha que temos cá em excesso. Durão Barroso é um traidor. Traiu Portugal quando lhe virou as costas, quando se submeteu ao poder do centro da Europa em detrimento da periferia e volta agora a traí-lo quando afirma que a soberania do nosso país deve ser combatida. E se dúvidas restassem quanto às suas intenções, Durão é claro e reafirma que a decisão de abandonar o seu país foi a acertada. E a forma como foi saudado por alguns sectores da sociedade, depois desse exercício de manipulação absolutamente nojento e desprezível, é ilustrativa do tipo de gente que nos governa, que nos controla e que nos espezinha. Todos os dias perante a nossa mansidão. Ou acham que há inocentes nesta história? Filed under: política nacional Tagged: comissão europeia, condecoração, durão barroso, euro2004 |
| Posted: 05 Nov 2014 03:53 AM PST Comecemos por colocar os pontos nos ii: 1) O ensino técnico em Portugal é tratado como um ensino de segunda, ou pior, olhado frequentemente como uma via para delinquentes e marginais. Isso está muito errado. Deveria ser a base de uma carreira digna, responsável pela introdução de mais qualidade e de novas tecnologias na sociedade. Uma oportunidade para a criação de emprego com potencial para gerar novos empregos; 2) Gosto da Alemanha. Na Alemanha há mulheres e homens com intervenções políticas fantásticas (a minha onda é o bloco de esquerda: Verdes e Die Linke) contra a austeridade. A CDU/CSU de Angela Merkel é apenas a formação política mais votada, não é mais nem menos do que isso. Por isso não me revejo e repudio gracinhas anti-alemãs a roçar a xenofobia. O que é grave no discurso de Merkel é que a afirmação sobre o excesso de licenciados ibéricos tem a sua dose de ignorância. A percentagem de licenciados portugueses situa-se bem abaixo da percentagem espanhola e alemã (ver gráfico acima). Estamos a falar de realidades distintas. Tem a sua dose de surrealismo porque Merkel assinou uma série de documentos estratégicos da UE (quase todos os tratados e documentos do programa Horizonte 2020) que vão no sentido oposto do que afirma. Tem a sua dose de contradição histórica quando analisamos o desenvolvimento da Alemanha e da Europa do pós-guerra. Se observarmos a produtividade dos países europeus de cada um dos antigos blocos é evidente que esta reflecte bem o efeito acumulado – os licenciados espanhóis e portugueses são muito recentes – de décadas de investimento no ensino secundário e superior. Parece evidente que os países da Europa Ocidental que apostaram mais cedo na educação geral e superior têm hoje uma produtividade superior aos que começaram mais tarde (Portugal e Espanha). Mesmo entre o bloco de leste o efeito é semelhante: a Checoslováquia (hoje Rep. Checa e Eslováquia) foi o país que mais cedo chegou aos 20% de licenciados e aos 80% de população com o ensino secundário concluído. Finalmente, a afirmação de Merkel tem a sua dose de um discurso político defensivo, em jeito de desespero político resultante do início da crise alemã. Depois de inúmeros avisos da esquerda alemã de que a austeridade europeia poderia reflectir-se na Alemanha, sobretudo no consumo de produtos alemães, esta é hoje uma hipótese que tudo indica se começou a materializar no quotidiano do país. E os alemães começam a senti-la. Continuo a visitar a Alemanha com regularidade e cada vez mais observo situações que raramente ou nunca tinha encontrado: trabalhadores não declarados, gente a dormir na rua, empregados incompetentes e sem experiência nos serviços, comércio a não passar recibos e o pior de tudo é que se nota que a sociedade está mais estratificada. Algo que apreciava na Alemanha era o seu igualitarismo que funcionava relativamente bem entre os 10% e os 90% mais ricos, e isso está-se a perder. Se há algo que está a mais na Alemanha, em Portugal e na Europa é a política de austeridade.
Filed under: ciência & tec., educação |
| Posted: 05 Nov 2014 03:41 AM PST Republicanos controlam Senado e Câmara dos Representantes e a era Obama parece estar a chegar ao fim. Vamos lá elefantes, os nazis israelitas precisam de amigos! Filed under: curtas Tagged: barack obama, Câmara dos Representantes, eua, Israel, republicanos, Senado |
| Und Deutschland hat zu viele kuhe Posted: 04 Nov 2014 03:51 PM PST Portugal tem demasiados licenciados Filed under: curtas, política nacional Tagged: alemanha, demasiados licenciados, Merkl |
| Posted: 04 Nov 2014 02:10 PM PST |
| Posted: 04 Nov 2014 02:01 PM PST Scheissefüher Merkel determinou que Portugal e Espanha têm licenciados a mais. Sabendo que a percentagem de licenciados em relação à população é, nestes países, ainda muito inferior à da Alemanha e à da maioria dos outros países europeus, pergunto-me o que significa, de facto, esta declaração da megera. É que quando os fürher teutónicos decidem que há excesso de um determinado segmento social, as coisas costumam acabar mal. Até porque Herr Coelho costuma servir obedientemente a sua suserana. Filed under: política internacional Tagged: licenciados, merkel |
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