Aventar |
| Posted: 09 Nov 2014 01:26 PM PST
Um filme de Wolfgang Becker, ficha IMDB, legendado em português (mas com um erro crasso na tradução de RDA/RFA).
Filed under: Hoje dá na net Tagged: berlim, cinema, rda |
| Posted: 09 Nov 2014 07:25 AM PST Maria Helena Loureiro
Filed under: crónicas Tagged: A Brasileira, memória |
| Posted: 08 Nov 2014 04:03 PM PST Sem consciência dos que tornaram possível ou viveram, o dia 9 de Novembro de 1989 ficará para sempre na memória como um dos dias mais belos na história da humanidade, pela liberdade que trouxe a milhões de pessoas um pouco por todo o mundo. O muro da vergonha fora construído 28 anos antes, visando impedir o êxodo de cidadãos da RDA para a RFA, curiosamente poucos atravessavam em sentido inverso, bloqueando assim o contacto das massas educadas pelo partido com o crescente desenvolvimento da economia de mercado e consequente bem-estar na Europa do pós-guerra. De noite para o dia famílias ficaram separadas pela perversidade. E muitos pagaram com a vida a tentativa de fuga ao paraíso socialista… O desgaste dos regimes começara muito antes, na Hungria em 1956 e Checoslováquia em 1968 a vontade de libertação dos povos seria brutalmente esmagada e reprimida pelo poderio militar soviético que não permitia desvios à sua cartilha. Os anos de Brejnev foram particularmente duros para quem aspirasse a mudanças na órbita do império. A eleição do cardeal Wojtyla no Vaticano em 1978, que o investiu Papa João Paulo II, produziu frutos na Polónia, seu país natal, facilitando o surgimento do primeiro sindicato livre num país comunista, o Solidariedade, liderado por Lech Walesa. Mas foi a nomeação de Mikhail Gorbachev e suas políticas de abertura (glassnost) e remodelação (perestroika), que provocaram o colapso da cortina de ferro. 9 de Novembro é acima de tudo uma data simbólica, uma imensa multidão perdeu o medo à opressão e saiu de casa disposta a lutar pela abertura do regime em busca de liberdade, mas conquistaram o inimaginável, os portões acabaram abertos por uma incrível sucessão de falhas na cadeia de comando, apenas possíveis pela agonia do governo, abalado com a contestação popular que começara em Leipzig. O povo eufórico dos dois lados em celebração, disposto a não permitir que o tempo voltasse para trás, a Hungria abriu fronteiras, o processo tornou-se irreversível, um a um os regimes totalitários caíram como castelos de areia. Indiferentes aos tratados internacionais ou pensamento dos políticos dos dois lados ideológicos em confronto os alemães começaram a falar em reunificação. A ideia levantou reticências em Moscovo, Paris ou mesmo Washington, em Londres Margaret Thatcher nem queria ouvir falar no assunto. Mas era impossível à época impedir os alemães de decidirem o seu destino, as potências vencedoras da WWII acabaram cedendo em negociações diplomáticas. Não terá sido o fim da História como se chegou a falar, mas produziu alterações significativas a nível global. A guerra fria levou a que ambos os blocos procurassem uma hegemonia global, apoiando sem grande critério uma série de regimes pouco recomendáveis. Sabiam que o ditador era criminoso, mas imperava a lógica "o tipo é um filho da puta, mas é o nosso filho da puta…" Acima de tudo importava que o inimigo não conquistasse terreno. Após a queda dos regimes comunistas o mundo passou a ter menos tolerância com facínoras, o fenómeno ainda existe, mas não tem comparação possível. Basta olhar para os mapas de África, Ásia ou América Latina, contabilizar quantas democracias existiam na época e comparar com a realidade actual. Apesar do muito que ainda falta… Filed under: política internacional, sociedade Tagged: liberdade |
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