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- O capitalismo (1/6)
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- Pires de Lima em momento parlamentar insólito
- Negociação política para formar governo…
- A direcção certa do ministro, o bloqueio à portuguesa e o multilinguismo à luxemburguesa
- A grande mentira
- Afinal não foi um pedido de resgate
- O bloco central ao virar da esquina
- Artur Mas
- Humor académico
| Posted: 06 Nov 2014 12:04 PM PST Quais as origens do capitalismo? Tratar-se-á de uma evolução natural das sociedades humanas ou da aplicação de teorias elaboradas ao sabor das mudanças políticas e tecnológicas? Uma série documental do canal ARTE, em 6 episódios, todos aqui. Filed under: economia, Hoje dá na net Tagged: capitalismo, história do capitalismo, série documental ARTE |
| Posted: 06 Nov 2014 12:00 PM PST
*** Pois é. Nem tudo depende da perspectiva e da concepção. Há outros aspectos a considerar. Efectivamente, segundo o Houaiss (*), ‘interceptar‘ é um verbo transitivo directo que significa: — interromper o curso ou a passagem de; — fazer parar; — deter; — captar ou apreender (aquilo que é dirigido a outrem). Exactamente. Segundo o Houaiss. Sim, ‘interceptar‘, segundo o Houaiss. Sim, sim, o Houaiss. Sim, esse mesmo. Debrucemo-nos agora sobre ‘interceptar‘, de acordo com a definição proposta pelo Dicionário da Língua Portuguesa sem Acordo Ortográfico [em linha] (**): — interromper o curso de; — ficar com (o que vai dirigido a outrem) — fazer parar; — impedir. Efectivamente: sem Acordo Ortográfico. Consultemos o Dicionário da Língua Portuguesa com Acordo Ortográfico [em linha] (**): “a nova grafia é intercetar“. Muito bem: “com Acordo Ortográfico”, “a nova grafia é intercetar“. E ‘intercetar‘ significa exactamente o quê? Significa o mesmo que ‘interceptar‘, quer no Houaiss, quer no DLP da Porto Editora sem Acordo Ortográfico: — interromper o curso de; — ficar com (o que vai dirigido a outrem) — fazer parar; — impedir. Isto é, resumindo: interceptar (Houaiss e DLP da Porto Editora sem Acordo Ortográfico) = intercetar (DLP da Porto Editora com Acordo Ortográfico).
Para se ter uma pequena ideia da confusão grafémica que por aí grassa, convém lembrar que, na primeira versão desta notícia, em vez de
Efectivamente, um cê dá imenso jeito. Aliás, no Expresso, apesar de dizerem que adoptam o AO90, até acham que um pê faz falta em ‘interceptam’. Francamente, que ideia! *** (*) Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa [Com a nova ortografia da língua portuguesa]. Rio de Janeiro: Instituto Houaiss de Lexicografia/Objetiva, 2009. (**) Porto: Porto Editora, 2003-2014 Filed under: acordo ortográfico, sociedade Tagged: Allen Ginsberg, diário de noticias, Expresso, houaiss, Porto Editora, rússia, Sting, tom waits, tvi |
| Pires de Lima em momento parlamentar insólito Posted: 06 Nov 2014 10:37 AM PST Terá sido excesso de álcool? Se não foi parece… Filed under: curtas Tagged: insólito, parlamento, pires de lima |
| Negociação política para formar governo… Posted: 06 Nov 2014 09:15 AM PST |
| A direcção certa do ministro, o bloqueio à portuguesa e o multilinguismo à luxemburguesa Posted: 06 Nov 2014 06:18 AM PST Santana Castilho *1. A UGT fez 36 anos. Crato passou por lá, disse que a educação ia na direcção certa e ofereceu-nos um discurso absurdo, próprio do condutor que entra na autoestrada em contramão e se queixa dos outros, todos, que acusa de estarem na faixa errada. Pareceu aquele desequilibrado fundamentalista carnívoro que, da maçã, só aproveitava o bichinho. Vejamos, em síntese, o despudor com que se elogiou. Reforçou os conhecimentos essenciais dos alunos? Que são conhecimentos essenciais? Em que evidências se apoia para dizer isso? Há uma evidência, sim: queimou tudo o que é de raiz personalista e pública e promoveu a educação-mercadoria e privada. Reforçou a avaliação externa? Fez os piores e mais iníquos exames de sempre, cujos resultados desmentem o que disse. Valorizou o ensino profissionalizante? Eu digo de outro modo: elitizou o ensino, mandando crianças de 12 anos, com dificuldades, aprenderem uma profissão que não lhes dará emprego. Aumentou o acompanhamento dos alunos com dificuldades? Como? Reduzindo professores de apoio, disciplinas, financiamento, todo o tipo de auxílios e complementos? Mesmo para a mentira há uma "ética". Respeite-a, quando mente com tal despudor! Valorizou a qualidade da docência? Varrendo a formação contínua? Instituindo a sinistra PACC? Despedindo em massa? Promovendo um concurso de vergonha sem fim? Tratando os professores como peças de um sistema acéfalo? Deu maior autonomia às escolas? Qual? A que ninguém vê e o Conselho das Escolas lhe jogou à cara em documento que, num país decente, o demitiria ou ao conselho? A que resulta das estúpidas metas curriculares, que afogam e castram? Aumentou a competitividade internacional do ensino superior e da ciência? Com a fraude da avaliação dos centros de investigação, que todos aniquilaram fundamentadamente, Conselho de Reitores por último? 2. Quando julgávamos que tínhamos batido no fundo em matéria de concurso e colocação de professores e pior não era possível, estávamos enganados. Diz qualquer dicionário de português elementar, e cito o de Cândido de Figueiredo, que bloqueio é um "cerco que corta as comunicações com o exterior". Mas os computadores da Direcção-Geral da Administração Escolar, vítimas de "bloqueio imprevisto no sistema de envio de e-mails" (sic, conforme douta comunicação oficial) em vez de cortarem qualquer envio, dispararam sem controlo dezenas de falsas notificações de colocações. À noite, resolvido o sui generis "bloqueio" e com o pedido de desculpas que ora é moda, disseram aos professores que continuavam desempregados. Para tranquilidade do reino, posso confirmar que se mantém a confiança em cascata: de Passos em Crato e deste nos inúteis que brincam com professores desempregados e com alunos sem aulas. Com talento, chegaremos ao Natal neste "inconseguimento" conseguido. 3. Foi notícia a punição de crianças portuguesas imigradas no Luxemburgo, por usarem a língua materna para comunicarem entre si ou com os respectivos educadores, ainda que fora das salas de aulas. As punições (trabalhos de casa reforçados, isolamento e separação coerciva de amigos) terão merecido a aprovação expressa da ministra luxemburguesa da família. A ser verdade o noticiado, a proibição aplica-se mesmo às crianças que frequentam infantários e aos próprios pais, num país onde 20% da população é portuguesa (100 mil portugueses) e em cujas escolas o português é a segunda língua materna mais falada, mais que o francês ou que o alemão. O multilinguismo foi, em boa hora, preocupação fundadora da união da Europa. O Erasmus é um programa que aproxima os jovens de países diferentes e os enriquece cultural e humanamente. O uso da língua ou línguas oficiais nas escolas públicas dos países de acolhimento favorece um e outro destes desideratos e é altamente favorável e integrador que os filhos dos emigrantes dominem a língua do país que os pais escolheram para vencerem a vida. Mas nada disto justifica o fundamentalismo das autoridades luxemburguesas. Porque a integração supõe adaptação e gradualismo e porque crianças de tenra idade, antes de comunicarem numa língua estranha, precisam da segurança que lhes dá qualquer outra forma de comunicação eficaz, particularmente na sua língua materna. Passe a vaidade, que assumo, foi isto que entendemos no Conselho Científico a que presidi, no fim da década de 80, quando decidimos introduzir o ensino de crioulos no programa de pós-graduação de professores para operarem com populações especiais de ensino, no caso os filhos de emigrantes cabo-verdianos e guineenses. Modos diferentes de ver uma escola. Tempos diferentes deste, onde a própria filosofia do Erasmus começa a ser corrompida com a organização subserviente de cursos em inglês, justificados com a necessidade de internacionalização, seja lá isso o que for. * Professor do ensino superior (s.castilho@netcabo.pt) Filed under: educação Tagged: ministério da educação, nuno crato, professores, santana castilho |
| Posted: 06 Nov 2014 06:18 AM PST Pedro, Soube ontem do seu regozijo pela alegada descida do desemprego no país. Li o título e pensei que também podia chamar-se “a farsa”, ou “a fraude”, aquela peça que até seria cómica se não fosse trágica. Era já noite, moro a uns 150 km da sua realidade,e nunca tive o prazer de me cruzar consigo para lhe apresentar a outra, em que vivem milhares de portugueses – obviamente piegas e inevitavelmente acima das suas possibilidades, pois que insistem em comer todos os dias e em sobreviver, de forma por enquanto irrevogável. Por isso lhe conto por aqui que se enganou. Que o andam a enganar. O desemprego não é menor, meu caro. Os números é que não o traduzem. Sabe quantas pessoas das muitas que conheço – e que ficaram desempregadas nos últimos três anos* – conseguiram trabalho de novo, com direitos e garantias? Nenhuma. Muitas deixaram de fazer parte dos números do IEFP mal terminou o subsídio de desemprego. Deixaram de ser desempregadas? Não! Só deixaram de contar. Algumas engrossaram a carreira da precariedade, pagam segurança social e tudo, mesmo quando os recibos que passam em troca de honorários não chega para o gasto. Não dá a burra para a cura, como diz o povo. Outras mantiveram-se inscritas, à espera de um e-mail, de uma carta, de um contacto. Nada. Certamente os Centros de Emprego estão muito ocupados a verificar se esses malandros dos desempregados andam a apresentar-se quinzenalmente nos GIP’s ou nas Juntas de Freguesia. E por isso não sobra muito tempo para rastrear o que ainda sobra de trabalho e para que perfil. E depois há as outras, as exaustas. As que perdem todos os dias mais um bocadinho de esperança; que, com sorte, têm avós para olhar pelos filhos, para mandar lanches e actividades, para que eles não percebam já que isto é uma falácia, que essa conversa de estudar e ser aplicado para ter trabalho quando forem grandes é como a história da carochinha, que no final acabamos todos dentro do caldeirão. E há ainda a maior fatia: os que emigraram. Foram tantos, Pedro. Foram tantos que deixaram os velhos sozinhos, que levaram os filhos com eles para países onde vivem maioritariamente tristes, a contribuir todos os dias para degradar as leis do mercado, baixando para mínimos os salários de uma Europa que vai asiatizando aos bocados. Pensando bem, Portugal ainda deveria ser condecorado por isso. Por ter consolidado tão bem esse esforço. Já quase me esquecia daqueles que, estando inscritos, acederam frequentar aquelas acções de formação do IEFP. “São cursos em que a senhora aprende a ligar e a desligar o computador, e pouco mais”, disse-me um dia uma funcionária de um Centro de Emprego, quando eu era um número e ainda contava para as estatísticas. “Mas tem a vantagem de não ter de fazer apresentações quinzenais”. Pois. Há esses e há os outros, dos cursos prolongados, como a minha amiga A, cheia de experiência em secretariado e contabilidade, cansada de enviar currículos sem resposta e rendida agora a tentar a vida como esteticista. É um número, ela, mas agora já não conta. E eis-no chegados a esta meta histórica dos 13,1% (má vontade do INE, que podia ter arredondado). Diz você, Pedro, que “esta descida deve-se ao empreendedorismo dos empresários, aos trabalhadores e às reformas laborais”. Eu quero ir morar para esse país. A sério que quero. Quero ligar aos amigos e ouvir alguém dizer a alguém que já arranjou emprego. Quero deixar de ouvir as propostas indecentes que os ditos empresários ( a que chama de empreendedores ) fazem todos os dias, lembrando sempre que “é melhor ter isto que nada…e olhe que há muita gente que se governa com menos”. E há. Só que não contam. Pergunte à Cáritas e à Conferência São Vicente de Paulo quantas refeições servem e como aumentaram os pedidos de ajuda. Pergunte nas escolas sobre os meninos que não levam lanche. Pergunte nos hospitais quantas urgências deixaram de atender desde que as taxas moderadoras duplicaram, logo a partir dos 12 anos. Pergunte também às piscinas municipais deste país quantos miúdos deixaram de aparecer. E nas colectividades, que viviam das actividades para os pequenos. E depois disso, vá dar uma voltinha na sua lambreta. Filed under: sociedade Tagged: Austeridade, desemprego |
| Afinal não foi um pedido de resgate Posted: 06 Nov 2014 04:28 AM PST |
| O bloco central ao virar da esquina Posted: 06 Nov 2014 04:16 AM PST Com Rui Rio a fazer o peditório e o amigo Costa à frente do PS, é uma questão de meses até que o “entendimento de regime“ se consume. Filed under: curtas Tagged: antónio costa, Bloco Central, rui rio |
| Posted: 06 Nov 2014 04:01 AM PST |
| Posted: 05 Nov 2014 04:48 PM PST por Henrique Monteiro. Simples e certeiro. Filed under: política nacional Tagged: angela merkel, humor, licenciatura, relvas, sócrates |
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