terça-feira, 21 de outubro de 2014

Aventar

Aventar


Da série Crato é a escolha certa (4)

Posted: 21 Oct 2014 02:32 PM PDT

Beja: alunos ainda em casa

Posted: 21 Oct 2014 02:13 PM PDT

Transcrevemos uma mensagem de uma encarregada de educação:

No centro escolar Mário Beirão em Beja funcionam 3 salas de pré-primária. No entanto, existem cerca de 20 crianças em lista de espera. Existe também uma educadora de infância sem turma e uma técnica de acção educativa também sem grupo. Existe disponibilidade física para o funcionamento de outra sala. Segundo a direcção da escola, essa sala ainda não funciona porque falta uma assinatura do Secretário de Estado da Educação com a devida autorização.., isto desde que o ano lectivo começou…Ora, numa altura de contenção de custos não se admite termos gastos com duas pessoas e este número de crianças em lista de espera…Nem todos temos a possibilidade de pagar escolas privadas aos nossos filhos e a falta de uma assinatura faz esta situação arrastar-se por demasiado tempo…Sou mãe de uma dessas crianças… Que chora todos nos dias que quer ir para a escola e não pode…

Hoje é dia 21 de Outubro. O ano lectivo começou há mais de um mês, nem sempre de facto.


Filed under: educação Tagged: alunos sem aulas, ano lectivo, Beja, Jardim de infância, Mário Beirão, nuno crato

Quo vadis Portugal?

Posted: 21 Oct 2014 11:07 AM PDT

Tenho lido por aí que o crescimento económico praticamente nulo, ou descida do défice em 1% são insuficientes, mas representam uma pesada factura paga pelos trabalhadores. Em consequência defendem renegociação da dívida, revisão do pacto orçamental entre outras acções. Vamos por partes. É hoje consensual que apesar do discurso político que Passos Coelho e apoiantes apregoavam no início da legislatura, quando defendiam uma diminuição da despesa em detrimento do aumento da receita, falharam. Poderemos catalogar de incompetente o actual governo, serei sem margem para dúvida subscritor desta tese. Mas então se falhou o objectivo de diminuir a despesa, sou todo ouvidos às sugestões que possam vir dos opositores ao actual governo. Nomeadamente do PS que se perfila para ser alternância. Quanto a renegociar, significa exactamente o quê? Incumprir? Imaginemos por um instante que dizemos aos credores "não pagamos". Alguém no seu perfeito juízo acredita que apesar do peso dos juros que Portugal suporta, passado algum tempo não estaríamos em situação idêntica? E quando voltássemos a bater à porta dos mercados, quais seriam as condições e taxas a que obteríamos o financiamento? Seguramente bem piores, pois como diz o povo, "gato escaldado…" e perdida a confiança dos credores, a receita seria mais gravosa que a actual.

A verdade é que o actual governo falhou, logo conseguiu reduzir o deficit à custa do aumento de receitas, em vez de diminuir a despesa. Estarei então disponível para apoiar iniciativas que reduzam despesa, nomeadamente redução do peso do Estado e diminuição de impostos. A não ser que a oposição seja tão ou mais mentirosa que o governo, que já prevê um crescimento económico megalómano e mais "papista que o Papa" como diz o povo, venham imaginar um crescimento ainda superior ao previsto no O.E. que lhes permita continuar a gastar à tripa forra. Resta uma solução, sair do Euro para recuperar soberania sobre a moeda. Mas uma eventual saída do Euro significaria uma desvalorização de 20 a 40% em 2 a 3 dias. Em nome da ideologia para manter o status quo, os cidadãos ficariam mais pobres na exacta medida em que o seu dinheiro desvalorizasse. Estão disponíveis? Pela parte que me toca, digo já que não estou, nem estarei disposto a pagar tais desvarios. A não ser que queiram transformar Portugal em algo parecido com a Venezuela…


Filed under: economia Tagged: O.E.

Já se viu algum pirómano não gostar de olhar para o fogo?

Posted: 21 Oct 2014 10:49 AM PDT

Lixo – II

Posted: 21 Oct 2014 10:39 AM PDT

Apesar da tentativa do regulador proteger o mamarracho proibindo o short selling, as acções da PT valem hoje um Euro… A OI parece não viver melhores dias… Há no entanto quem defenda a nacionalização, uma factura que sairia bem cara ao contribuinte.


Filed under: curtas Tagged: economia

Estado *sem* Direito

Posted: 21 Oct 2014 10:10 AM PDT

Contributos para os futuros acórdãos do Supremo Tribunal Administrativo

Posted: 21 Oct 2014 09:26 AM PDT

marteloTendo em conta a recente decisão do Supremo Tribunal Administrativo (STA), é fácil adivinhar o espírito dos futuros acórdãos desta prestigiada instituição.

Antes de mais, e sempre que estiver em causa algum cidadão com mais de cinquenta anos, os juízes usarão como referência o provérbio "Quem já andou não tem para andar". Bastará substituir o verbo "andar" por outro qualquer que se possa relacionar com o caso que estiver a se julgado.

Para além disso, os juízes do STA continuarão a encarar perdas ou amputações com o mesmo espírito de abertura que usaram para considerar que não é grave estar impedido de ter relações sexuais a partir dos cinquenta anos. Continuamos sem ter a certeza se há vida para além da morte, mas, graças aos juízes, ficamos a saber que não há vida sexual para lá dos cinquenta.

Vale a pena, ainda assim, descer a alguns pormenores, antecipando futuros acórdãos.

No que se refere a amputações, a perda de um braço, por exemplo, não trará problemas aos cinquentões, porque ainda lhe sobrará outro. Aos que quiserem inventar problemas como o da necessidade de manusear faca e garfo, os juízes responderão que um braço chega para a colher, porque, a partir de uma certa idade, uma sopinha é mais do que suficiente.

A perda de um pé também não será considerada grave, uma vez que ninguém irá iniciar uma carreira de futebolista ao atingir a meia centena de anos. Para além disso, evitará que as pessoas mais violentas se dediquem a distribuir pontapés pela humanidade.

A própria decapitação será vista, por contraditório que pareça, como a melhor maneira de nunca mais perder a cabeça. De qualquer modo, já toda a gente ouviu a um idoso a frase "A minha cabeça já não é o que era."

Perder a própria visão acaba por ser positivo, pois sabe-se, desde tempos imemoriais, que não há nada de novo debaixo do céu, pelo não haverá nada para ver que já não tenha sido visto.

Os próprios juízes estarão a pensar em encarar a violação sexual sob outro prisma. Se a vítima – doravante designada como "feliz contemplada" – for uma mulher ainda fértil, o violador poderá estar a prestar um serviço patriótico, tendo em conta a baixa da natalidade; se a feliz contemplada tiver mais de cinquenta e/ou for infértil, já não tem idade para andar na rua e deverá ser condenada por desperdício de esperma.


Filed under: sociedade Tagged: cinquenta anos, decisão do Supremo Tribunal Administrativo, humor, juizes, sexo, sexo na terceira idade, tribunais, vida sexual

Parabéns Nuno Crato

Posted: 21 Oct 2014 05:41 AM PDT

implosionFoi um golpe de mestre: lançar o caos nas colocações de professores contratados para obter a aprovação pública do golpe que faltava: a selecção directa pelos directores/presidentes de câmara e nalguns casos certamente será ouvido o senhor prior.

Pelos vistos era uma ambição antiga: os ex-ministros aplaudem de pé.

Vai ser um sossego, fazes greve não te renovo o contrato, refilas, aspas, colocas em causa seja o que for, aspas, aspas. Em termos eleitorais, ganham os caciques um seguro de voto, basta a promessa de trazerem de regresso à terrinha os filhos da mesma que, vejam lá, andam pelo país fora porque se esqueceram de estudar na faculdade e são mais novos que tantos outros.

Claro que esta aplicação da estratégia do choque nunca será comprovada. Só por milagre se provará que os caos foi propositado. Nuno Crato, um ministro bem escolhido. Maria de Lurdes Rodrigues (que foi bem mais discreta ao soltar a avaliação de professores  para ninguém reparar no assassinato da gestão democrática) e José Sócrates roem-se de inveja. A privatização é já a seguir.


Filed under: educação Tagged: colocação de professores, nuno crato

Sobre greve, apenas isto…

Posted: 21 Oct 2014 04:11 AM PDT

Não sou dos que defendem o fim do direito à greve. Bem pelo contrário, considero a greve uma legítima forma de luta. Que apenas deveria ser utilizada em último recurso, perante situações excepcionais. Não é exactamente o que acontece em Portugal, onde a greve se tornou uma banalização, utilizada vezes sem conta, principalmente pela CGTP e sindicatos seus filiados para usar a rua muitas vezes para motivos políticos, em vez de procurar resolver problemas laborais. É pena que o faça, perdem credibilidade, sendo essa a razão para perderem sistematicamente o apoio do cidadão comum, também ele trabalhador e frequentemente o mais afectado com a greve. Nos transportes públicos deficitários é por demais evidente que não são as empresas as principais lesadas, mas os utentes. Mas para os sindicatos isso pouco importa, querem é gente na rua, promovendo a sua manifestação ou concentração que depois receberá o tempo de antena no jornal televisivo em horário nobre.

Basta lembrar alguns factos, desde a privatização que não existem greves nos CTT. Nos Bancos então é coisa do passado, já poucos recordam os tempos em que os balcões fechavam para almoço, éramos atendidos por funcionários antipáticos ou pouco eficientes, perdendo um tempo interminável, apesar de guardarem o nosso dinheiro. Existe ainda outra razão, talvez a mais relevante, não apenas sobre a greve mas sobre a própria sindicalização dos trabalhadores, que condicionam a própria acção sindical. Embora todos os trabalhadores possam ser sindicalizados ou fazer greve, a verdade é que os sindicatos perderam poder ao longo das últimas décadas, pela diminuição do número de trabalhadores sindicalizados. E não adianta virem dizer que isso acontece pelos baixos salários ou condições precárias. A verdade é que trabalhadores especializados, quadros médios trabalhando em empresas privadas ou multinacionais, não se sindicalizam, logo não pagam quotas, não estando os sindicatos interessados neles, apesar de trabalhadores. Ao invés, na função pública ou empresas de capital público, o número de trabalhadores sindicalizados é relevante. Também por essa razão protestam com as privatizações, pois sabem que a curto prazo perdem poder. Mas apesar dos abusos continuo a defender o direito à greve, cujo exercício é totalmente legítimo desde que respeitadas as regras. O que nem sempre acontece, muitas vezes com piquetes de greve à porta da empresa ou instituição, impedindo de forma violenta o direito ao trabalho, que é igualmente legítimo. Quando um sindicato convoca uma greve, a empresa ou Estado devem encarar o facto com normalidade, bom senso e respeito pelos direitos. O mesmo respeito que um sindicalista deve observar para com o colega que decide não aderir à greve. Todos são responsáveis pelas acções, as consequências já são outra discussão…


Filed under: sociedade Tagged: trabalho

Volta, 24 de Abril

Posted: 21 Oct 2014 02:34 AM PDT

As evidentes vantagens das empresas públicas de transportes ou Miguel Noronha a suspirar pelo fim do direito à greve.


Filed under: curtas Tagged: direito à greve, greve, insurgente, Metro de Lisboa

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