Aventar |
- Um sistema bancário que respira saúde
- Capitão sub-títulos traduz Maria Luís Albuquerque
- Preparem as algibeiras
- Gestão da água entregue a privados por 50 anos
- Trabalhos forçados
- Não estarão a atribuir demasiada importância?
- Juntando os pontos…
- Negacionismo vermelho
- Dilma ganhou meio Brasil
- Vão cair que nem patinhos, vai uma aposta?
| Um sistema bancário que respira saúde Posted: 27 Oct 2014 01:00 PM PDT
(Reparem no semblante matador de Ricardo Salgado. As pobrezinhas da Comporta devem suspirar que nem umas malucas…) Na pátria de grandes banqueiros como Oliveira e Costa e Dias Loureiro, o sistema bancário respira saúde. O BES é agora um Novo Banco mas as mil empresas Espirito Santo qualquer coisa ou qualquer coisa Espírito Santo continuam a causar estragos. A PT que o diga! Mas vêm aí os testes de stress do BCE e a "verdade" virá ao de cima. Aguardemos. Por falar em testes de stress do BCE, parece que o BCP chumbou. Mas está tudo bem e nem os prejuízos acumulados ao mês de Setembro, uns irrisórios 98 milhões de euros, beliscam o optimismo da administração. O optimismo é tal que Nuno Amado fez questão de dizer que, se os testes fossem hoje, o BCP passaria com certeza. Essa malta do BCE é que escolheu aquela data mesmo para os lixar…
Melhor sorte tiveram BPI e CGD. Nos testes de stress claro. É que os resultados do BPI também não são propriamente entusiasmantes depois do anúncio dos 114,3 milhões de euros de prejuízo nos três primeiros semestres, o que contrasta com os lucros de 72,7 milhões registados em igual período de 2013. Já no caso da CGD, parece que se descobriu aí mais uma dívidazita de uma Espírito Santo qualquer coisa que poderá gerar perdas de 114 milhões de euros que, sob determinadas condições, desconhecidas do grande público, poderão mesmo ascender a 300 milhões de euros. Mas aqui não há problema que para salvar a CGD não faltará dinheiro dos nossos impostos. E se for preciso privatiza-se tudo por uns trocos que não devem faltar angolanos e chineses interessados. Está portanto tudo bem. E, para os mais desconfiados, o Banco de Portugal já veio clarificar que CDG, BCP e BPI têm “níveis de capitalização adequados“. E nós sabemos bem que o Banco de Portugal não costuma falhar, isso era no tempo do Constâncio. Mas mesmo que não esteja tudo bem, a malta está cá para resgatar, levemente indignada mas sempre submissa e bem comportada. É que, no fim de contas, a malta nem chega bem a perceber o que se passou. Nem quer! Com sexo oral em horário nobre na TVI quem é que vai perder tempo com coisas chatas de bancos? Eles que se entendam!
Filed under: economia Tagged: bcp, bes, BPI, cgd, novo banco, prejuízos, testes de stress |
| Capitão sub-títulos traduz Maria Luís Albuquerque Posted: 27 Oct 2014 11:31 AM PDT Pedimos desculpa pela tradução incompleta. O Capitão Sub-títulos crashou ao tentar traduzir “mais confortável“. Filed under: política nacional Tagged: banca, bcp, Maria Luís Albuqerque, testes de stress |
| Posted: 27 Oct 2014 11:13 AM PDT Ah, o BCP, coiso e tal, está tudo controlado, não houve vigarice nenhuma, apenas uma simples maquilhagem. BPN, BES, o BCP é já a seguir. Filed under: curtas Tagged: bcp, testes de stress |
| Gestão da água entregue a privados por 50 anos Posted: 27 Oct 2014 09:38 AM PDT Município de Braga está prestes a fechar um negócio que pode render 6 milhões anuais. Filed under: curtas Tagged: água, braga, privados |
| Posted: 27 Oct 2014 07:43 AM PDT para repor o que o Governo tirou às pensões, para ajudar os filhos, pagar a casa e as contas, comprar medicamentos. Filed under: curtas, política nacional, sociedade, vária Tagged: «Trabalhos forçados», desigualdade, Envelhecer em Portugal, notícias magazine, Outubro de 2014, pobreza, ricardo rodrigues |
| Não estarão a atribuir demasiada importância? Posted: 27 Oct 2014 06:54 AM PDT |
| Posted: 27 Oct 2014 06:39 AM PDT
A transparência é total: o conflito de interesses é claro como água. Filed under: curtas Tagged: bes, cds, governo, psd, transparência |
| Posted: 26 Oct 2014 06:08 PM PDT Após um número de campanha sobre a erosão costeira para as intercalares da freguesia São Pedro da Figueira da Foz protagonizado por Miguel Tiago, escrevi um artigo no Beiras em que confrontava as posições negacionistas do deputado com a questão da subida do nível do mar e com as posições e a intervenção de Os Verdes. O Miguel Tiago respondeu. Sobre as questões levantadas pelo Miguel Tiago sobre erosão costeira, estas já tinham sido abordadas em artigo publicado em janeiro no Beiras onde refiro que os “estragos causados pela ondulação na Praia do Cabedelo resultam da acumulação de vários fatores: o prolongamento do Molhe Norte, a redução do volume de areia das praias pela retenção de sedimentos nas barragens dos rios e o aumento do nível da água do mar. O prolongamento do molhe é sem dúvida o fator mais importante. (…) O aumento do nível da água do mar, por enquanto em cerca de 20 cm nos últimos 100 anos, tem um contributo menor, mas não se prevê que possa abrandar dado que o aquecimento global progride.” O que não se pode ignorar de maneira nenhuma é que o Miguel Tiago acha que o aquecimento global é pseudociência, logo deve ser obra do acaso o aumento da nível da água do mar que se verifica: 20 cm nos últimos 100 anos. Recordo que recente trabalho em que se estudou em grande detalhe os últimos 6 mil anos, demonstra que a rapidez desta subida é inédita neste período e provavelmente em período superior se for estudado. Aliás o Miguel Tiago tem um texto no Avante muito elucidativo sobre a sua peculiar construção negacionista sobre o aquecimento global, num misto entre a conspiração e o conhecimento superficial sobre a imensa matéria publicada sobre o tema. Segundo o Miguel, a “investigação Científica é também um processo social, sujeito a instrumentalização pela classe dominante“. Não são as companhias petrolíferas que o Miguel Tiago denuncia, não são a Shell, a Texaco, a BP, a Ford, a GM ou a Daimler-Chrysler que há cerca de 15 anos criaram a Global Climate Coalition (entretanto dissolvida) com o objectivo de inventar um ambientalismo alternativo que negava o aquecimento global. Quem é atingido pelos propósitos do Miguel são os investigadores que mais trabalho realizam e publicam sobre o assunto, como os investigadores da Universidade de Lovaina, da Universidade de East Anglia e da NASA (recordo que estes se bateram contra o negacionismo de Bush). Noto que alguns destes investigadores são frequentemente convidados pelo grupo político do Parlamento Europeu a que pertence o PCP para participar em atividades sobre o aquecimento global. O texto do Miguel no Avante tem muito que se lhe diga, é um manancial de negacionismo. Lá iremos, a todos os pontos, até porque a direita negacionista teve algumas tiradas trapalhonas recentes sobre o assunto que valerá a pena dissecar. Numa das passagens do texto do Avante podemos ler: “A climatologia e a paleo-climatologia não são propriamente ciências simplistas como se tem vindo a tentar fazer crer e não se compadecem com modelações baseadas em «regras de três simples» tão elementares quanto as que deram origem à tese ultrapassada do aquecimento global em «hockey-stick»“. Não só hockey-stick “não foi ultrapassado”, como passou a ser designação oficial da evolução da temperatura no hemisfério norte no último milénio e tem vindo a ser reforçado através de inúmeras medidas directas e proxies (sedimentos, anéis de árvores, etc.; ver imagem mais abaixo). Aliás medidas e proxies recentemente publicadas revelam com evidência o padrão do hockey-stick no Hemisfério Sul e a nível global (gráfico de cima). Sublinho que na base dos gráficos abaixo indicados estão centenas de artigos científicos revistos pelos pares publicados em revistas como a Science, a Nature e a Geophysical Research Letters. Poupem-me com sites internet manhosos e a meia dúzia de artigos datados sobre a matéria.
Filed under: A escolher, ciência & tec. Tagged: aquecimento global, manuel tiago |
| Posted: 26 Oct 2014 05:28 PM PDT E será presidente da totalidade do país. Filed under: curtas, política internacional Tagged: brasil, dilma roussef, eleições |
| Vão cair que nem patinhos, vai uma aposta? Posted: 26 Oct 2014 04:46 PM PDT
Há dez anos começava o programa Contraditório, da Antena 1, durante o efémero governo de Santana Lopes. Na passada sexta-feira, fez-se neste programa uma retrospectiva e, veja-se só, estamos em 2014 a viver 2004. Uma repetição que nos atingiu passado uma década foi o caos no início do ano lectivo. Mas, tal como não há mal que não piore, desta vez o experimentalismo, expressão do ministro, foi a prometida implosão, não do ministério, mas da estabilidade. Passado mais de um mês e ainda há alunos sem aulas. Outra repetição foi, neste fim-de-semana, Passos Coelho ter vindo mandar umas bocas ao jornalismo e secção anexa, os comentadores. Dirão que foi mais uma saída do tonto primeiro-ministro, que consegue dizer uma coisa e o seu oposto num mesmo discurso. É nesta parte que vale a pena recordar o caso de há 10 anos, quando o ministro da presidência de então, Rui Gomes da Silva, criticou a acção de Marcelo Rebelo de Sousa na TVI, dizendo que este estava sozinho no comentário político, “caso único na Europa”, disse ele, veja-se lá o escândalo, onde um “actor político, disfarçado de comentador político, actue daquela forma”e “durante 40 minutos”. Seria curioso ouvir o que Gomes da Silva teria hoje a dizer do actual panorama, com o caso único do porta-voz governamental oficioso Marques Mendes mas, adiante, não é este o ponto.Interessante é notar que, há 10 anos, estas declarações eclipsaram a discussão à volta do orçamento de estado, transferindo-a para uma polémica artificial. Tal como agora poderia acontecer com o caso de Passos Coelho a chamar patéticos e preguiçosos aos jornalistas e comentadores políticos, apesar de, por uma vez, até ter razão perante a correia de transmissão político-jornalística. Vamos ver até que ponto a comunicação social fará o jeito ao governo, desviando os holofotes para o fait-divers. Aliviará a pressão sobre este orçamento esconso? Falar-se-á menos do CITIUS e da interminável colocação dos professores? Baixará a pressão sobre os casos BES e PT, negócios que, ainda há dez anos, eram apontados como exemplares? É bem possível que não. Há dez anos ainda não tínhamos batido no fundo e não era hábito mentir-se tão descaradamente. Filed under: política nacional Tagged: comentário político, contraditório |
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