domingo, 5 de outubro de 2014

Aventar

Aventar


To a god unknown

Posted: 05 Oct 2014 10:31 AM PDT


Joana Espadinha, do álbum Whatever It Is You’re Seeking, Won’t Come In The Form You’re Expecting (Sintoma Records, 2013)


Filed under: cultura Tagged: Joana Espadinha, João Hasselberg, Sintoma Records, Whatever It Is You're Seeking, Won't Come In The Form You're Expecting

Outras opiniões

Posted: 05 Oct 2014 06:00 AM PDT

Coloquei 3 questões ao professor José Manuel Faria, ex-militante do B.E. e actualmente próximo do Livre, blogger que costumo ler no Ruptura Vizela. As respostas são da sua inteira responsabilidade.

-Saiu do Bloco de Esquerda e aproximou-se no Livre de Rui Tavares. Muitas pessoas olham para Rui Tavares como alguém que à semelhança de Marinho e Pinto, usou um partido, neste caso o BE, onde o caro José Manuel militava, como barriga de aluguer, servindo como trampolim para voos mais altos, aparecendo agora como líder partidário. Isso não o incomoda?

-O Rui Tavares foi convidado pelo BE para integrar como independente a lista às europeias na posição 3. Nos lugares cimeiros, o Miguel e a Marisa, bons candidatos e, com forte possibilidade de eleição ( o BE estava em crescendo) eram as previsíveis apostas . A posição do Rui é daquelas que se oferecem a quem pode captar imensos votos (mais/valia) à espera de um "milagre" e foi o que aconteceu. Participou por convite do BE: atitude cívica sem filmes.

-Algumas pessoas que reconhecemos serem de esquerda, têm afirmado que um governo PS pode não ser de esquerda, mas é impossível existir um governo de esquerda sem o PS. Concorda com a afirmação? Em que medida o Livre pretende aprofundar uma convergência que permita governar Portugal?

É impossível existir um governo de esquerda sem o PS. O LIVRE e outras organizações acreditam e bem, caso o PS vença as eleições (quem mais pode vencer?) se encontrem e elaborem programas, compromissos, declarações, etc que leve à formação de um governo com todos ou com apoio parlamentar, caso o PS se porte mal, quebra-se o contrato. O governo de esquerda tem que se impor e tentar negociar o fim do tratado orçamental assim como novas medidas relativamente ao BCE. O importante é arrasar a austeridade e impulsionar a produção e consumo nacional.

-Sabendo que Portugal está comprometido com um Pacto Orçamental na U.E. , impossibilitado de emitir moeda e limitado na dívida, não teme que aconteça em Portugal uma viragem à esquerda, como aconteceu com Hollande em França, que se venha a revelar uma traição às expectativas dos que agora apoiam a mudança política em Portugal? Coloco esta pergunta como experiência própria, quando voto em partidos que apregoam uma liberalização, sinto-me traído enquanto eleitor com a sua prática no governo. Julgo ser legítimo questionar um eleitor que vota à esquerda no mesmo sentido. O que pode favorecer a abstenção ou abrir caminho ao populismo, a que serão vulneráveis eleitores menos esclarecidos à esquerda e direita do espectro político, apesar dos nossos brandos costumes.

A abstenção vai diminuir por que a vontade dos jovens, a raiva dos desempregados, a vingança da classe média, reformados e pensionistas é tal que Passos e Portas desaparecerão facilmente.


Filed under: política nacional Tagged: blogger convidado, Livre

Viva a República

Posted: 05 Oct 2014 04:00 AM PDT

E porque não com o CDS-PP ou BE?

Posted: 05 Oct 2014 03:25 AM PDT

-Há que ter a mente aberta…


Filed under: curtas Tagged: Marinho e Pinto

O Pedro Manuel:

Posted: 05 Oct 2014 02:24 AM PDT

«a encarnação do "último homem" de Nietzsche (…), um homem pós-histórico (…), homem anónimo (…) sem substância (…), representante perfeito da pequena burguesia planetária que herdou o Mundo» para levar a Humanidade «ao encontro da sua destruição». António Guerreiro, genial como sempre, no Ípsilon/Público de anteontem.


Filed under: curtas, sociedade Tagged: António Guerreiro, Ípsilon, público

Negócios da China

Posted: 04 Oct 2014 02:30 PM PDT

Honk Kong

Numa altura em que ocidente democrático se insurge contra barbaridades variadas perpetradas por russos e árabes (só alguns claro, a Arábia Saudita, por exemplo, continua a ser uma excepção e um exemplo de respeito pelos direitos humanos), Portugal continua de portas escancaradas para o investimento dessa nação plural que é a República Popular da China. E se dúvidas restassem quanto ao grau de abertura e respeito pelos valores ocidentais que supostamente defendemos, a vice-ministra chinesa Xu Lin esclareceu-as por completo na sua recente visita a Portugal para integrar um painel da uma conferência organizada pela Associação Europeia de Estudos Chineses na Universidade do Minho. Foi um belo momento de convivência democrática.

Por cá os nossos amigos chineses continuam a rivalizar com a elite de Luanda no que toca a aproveitar os saldos em que o actual governo nos colocou nos 3 últimos anos. Entre EDP, REN e outras participações aqui e acolá, num investimento total que, segundo o jornal Expresso, atingiu os 5 mil milhões de euros no espaço de 3 anos, da saúde aos seguros, passando pelo sector imobiliário e energético, o gigante asiático prepara-se para aumentar o seu raio de influência na economia portuguesa. BESI, sector portuário ou transportes marítimos estão na mira de Pequim e dificilmente se levantará qualquer tipo de obstáculo às suas intenções, que passam sobretudo pela abertura de portas em África e na própria Europa. E por cá, como bem sabemos, há muito bom manuseador de portas.

E desenganem-se aqueles que pensam que os sociais-democratas são os únicos interessados nesta parceria. Entre outros exemplos que poderiam ser enunciados, vou citar apenas o facto de Almeida Santos, histórico do PS e um dos homens fortes por trás da subida de António Costa ao topo de hierarquia socialista, ser o presidente da mesa da Assembleia Geral da Geocapital, a gestora de participações da CEP, uma das 5 empresas nacionais que já é detida a mais de 50% por capital chinês e que entrou recentemente no mercado financeiro moçambicano com a criação do Moza Banco. Será uma parceria para o futuro e, quem sabe, um dia talvez exportemos alguns boys para o sector empresarial do estado chinês que, convenhamos, é bem grande e deve dar para lá meter os jotas todos.

Simultaneamente, em Hong Kong, milhares de manifestantes não parecem tão interessados em negociar com Pequim. Já há vários dias que dezenas de milhares de rebeldes chineses se mantêm nas ruas a pedir mais democracia e liberdade. Mas, à semelhança daquilo que aconteceu em Julho, o regime começou já a encarcerar alguns. Será que o governo português se irá alinhar com estas legítimas reivindicações, à semelhança do que vem fazendo no caso da Ucrânia ou dos rebeldes sírios que lutam contra Bashar al-Assad em part-time (nas horas vagas reforçam o contingente do ISIS), ou irá fazer vista grossa a mais esta “primavera” com a mesma rapidez que baixa as calças à elite de Luanda?

 


Filed under: economia, política nacional Tagged: BESI, china, Hong Kong, portos, privatizações, transportes marítimos

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