terça-feira, 28 de outubro de 2014

Aventar

Aventar


A problemática da condecoração socrática

Posted: 28 Oct 2014 02:00 PM PDT

socas2

Alguns jornais portugueses, como o I ou o Diário de Notícias, dão hoje conta desse imperativo do campo da ética e da moral, de singular importância para o país e para os portugueses, que diz respeito às condecorações de antigos primeiros-ministros, neste caso Pedro Santana Lopes e José Sócrates.

Trata-se de uma questão que, a par do problema das contas públicas ou da situação do BES, constitui um motivo de especial preocupação para todos. Países civilizados não deixam primeiros-ministros por condecorar e é sabido que este tipo de condecorações tem impacto directo nos juros da dívida e nas notas atribuídas pelas santíssimas agências de notação financeira norte-americanas. Adiar um problema destes é adiar o futuro do país pelo que este é um debate urgente e central para Portugal.

O problema é que o gajo a condecorar é o Sócrates. Foda-se! Condecorar o Sócrates??? Está tudo maluco… Condecorar o Cavaco, o Soares, o cherne, o Guterres, o Ferreira do Amaral, o Armando Vara, o Mira Amaral ou o Braga de Macedo? Tudo bem. Até o João Jardim foi condecorado carago!!! Agora condecorar o infame do Sócrates, responsável por todos os problemas deste país, da morte de D. Sebastião às 3 bancarrotas em democracia, passando pelo BPN, pelo BES, pela Dona Branca ou pela subida de Salazar ao poder, é algo que não se pode tolerar. Ser desonesto? Tudo bem. Roubar o país? Deixa-se passar. Ser o bode expiatório favorito da direita para toda a eternidade? Isso nem pensar, é exilar já o gajo em Paris que isto tem requisitos mínimos. Para além de que o trafulha já anda a ganhar uns trocos na RTP à custa dos nossos impostos. Bom bom era pô-lo na Barca do Inferno com a Manuela Moura Guedes que era isso que ele merecia. Imaginem o deleite que seria ver aquela coisa estranha (refiro-me, claro, a MMG) a condecorar o animal socrático com perdigotos de botox.


Filed under: política nacional, vária Tagged: condecoração, josé sócrates, ordem de mérito

Medalhas

Posted: 28 Oct 2014 01:26 PM PDT

santana lopes

Cavaco, Santana Lopes (ahahah), Barroso, e mais tarde ou mais cedo Coelho. Qual é o problema com Sócrates?


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Apetece-me recordar

Posted: 28 Oct 2014 12:17 PM PDT

passos-2011

Artigo publicado durante a campanha eleitoral das legislativas de 2011

Isto é só para recordar a condição de flagrante mentira como arma política por parte deste governo. Não é novidade nenhuma? Pois não. Mas é verdade. E, é bom não esquecer, é sobre este prisma que tudo o que este governo diz deve ser lido.


Filed under: política nacional Tagged: mentira, passos coelho

Ao ver o salário diminuir desta forma…

Posted: 28 Oct 2014 11:25 AM PDT

Importa perguntar que tipo de funções exerce o antigo governante? Será apenas a função de boy, preenchendo a quota do PS na instituição?


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Pedro Marques Lopes trucida o cherne no DN

Posted: 28 Oct 2014 09:24 AM PDT

Mário Almeida traça o rumo dos escalões jovens

Posted: 28 Oct 2014 08:30 AM PDT

sub213A Field Hockey Zone é uma comunidade espanhola das gentes do hóquei em campo e tem como director uma referência da modalidae no país vizinho, Marc Salinas. Na apresentação do site e da sua página no Facebook, Marc escreve que o projecto "se baseia na união de perfis heterogéneos, unidos por um amor incondicional ao nosso desporto" e "se esperas estar informado, ler opiniões de quem realmente sabe de hóquei e sobretudo disfrutar, partilhando experiências, asseguro que vais ficar connosco por muito tempo". E acrescenta: "Sejas quem fores, venhas de onde vieres, e acredites naquilo em que acreditas, sente que esta página também é tua, porque é. E lembra-te: não te limites a observar, faz parte do projecto".

Alguns agentes desportivos portugueses fazem já parte desta comunidade e, recentemente, Mário Almeida, o coordenador técnico da Federação e seleccionador nacional, escreveu um artigo na página, salientando as virtudes da participação dos escalões de formação nacionais nos Campeonatos Autonómicos de Espanha, e revelando pormenores do lançamento da ideia, que teve a sua génese em Luis Ciancia, um dos maiores treinadores argentinos e distinto técnico de renome da Federação Internacional, recentemente falecido, e que passou pelo hóquei português em boa hora, apesar de incompreendido pelo executivo da época, ao ponto de ter sido dispensado prematuramente sem concluir a obra que abraçara e lançara. E assim se mandou embora aquele que poderia ter mudado a modalidade no nosso país. Idiotices, quiçá cretinices, que, de vez em quando, acontecem um pouco em todas as áreas, ou não fosse o prestígio e a competência de Luis uma mais-valia que deveríamos ter explorado até à saciedade em prol do hóquei português. Até porque ele se tinha apaixonado pelo hóquei português.

mario_luis

Luis Ciancia e Mário Almeida

Não obstante, Ciancia deixou frutos nos técnicos nacionais, entre os jogadores, e ajudou a que outro argentino, também pouco aproveitado pela estrutura federativa, Ezequiel Paulón, passasse por cá, posteriormente, ele que também deixou obra feita, mantendo-se ainda como referência para largos sectores, da formação à competição.

Incondicional de Luis Ciancia, e seu braço direito, Mário Almeida, volvidos todos estes anos, dá agora à estampa, no artigo, o que se passou em 2006, na Catalunha, e que permitiu que os escalões de formação participassem regularmente, a partir só de 2010, nos já mencionados Campeonatos Autonómicos do país vizinho, que passaram a ter uma face manifestamente ibérica.

Sendo uma ideia de 2006, partilhada por Luis Ciancia, Leandro Negre (na altura, presidente da Europeia; hoje, presidente da Federação Internacional), Martin Colomer (que era presidente da Federação espanhola), Narcis Carrió e Mário Almeida, baseava-se num conceito simples de Luis: Portugal não deveria gastar dinheiro com deslocações caríssimas à Croácia, Hungria ou Lituânia, para disputar europeus B e C de baixo nível, se podia crescer e preparar-se à sombra do hóquei espanhol com custos muito, mas muito, menores.

A unanimidade foi imediata, por parte dos espanhóis, e, em 3 minutos, estavam lançadas as bases para que, hoje, estejamos na divisão maior europeia, no escalão de sub 21, desiderato que conquistámos brilhantemente em Lousada, no último verão.

PortugalEsta ligação ao hóquei espanhol foi aliás, nas palavras de Mário Almeida, e quem melhor do que ele, que é o seleccionador nacional, para o dizer, uma das grandes responsáveis por essa conquista do hóquei português, uma vez que foi possível, durante o estágio, jogar diversas vezes contra os sub 21 de "nuestros hermanos", e que é mais importante para os jovens linces defrontar jogadores do seu escalão como Pol Parrilla ou Quique González de Castejón, do que andar perdidos entre jogadores sem nível e com quem não têm nada que aprender, em campeonatos europeus de benefícios questionáveis, mas assustadoramente mais dispendiosos. Portugal só tem que beneficiar com estes confrontos, dado que o nível do hóquei espanhol é muito alto, e os nossos mais jovens jogadores apenas podem aprender a crescer em termos técnicos e tácticos. Ou, como refere, "Ao nível desportivo, comparado com Europeus de divisões inferiores, o nível dos torneios autonómicos é muito alto. O hóquei espanhol tem um conjunto muito forte de clubes, com escolas de formação muito importantes, que podem dar-nos aquilo de que precisamos: jogos com oponentes muito bons, por um preço muito barato para nós".

Perguntar-se-á então por que raios, concluída a aceitação espanhola, ao mais alto nível, em 2006, só a partir de 2010 a participação portuguesa se tornou regular. Simples: porque um qualquer Secretário de Estado do Desporto, com uma mente pequenina, pequenina, se lembrou de, provincianamente, clamar pelo patriotismo, recusando-se a jogar como província espanhola, preferindo provas europeias. Só que se esqueceu de pagar esse gosto caro… antes, de ano para ano, foi garroteando as verbas para o desporto amador. Coisas de gente menor!

Mário Almeida termina o artigo, assim: "Para mim, como responsável dos seleccionados de Portugal, é uma grande honra e um enorme prazer participar nesta competição. Uma honra, porque podemos estar ao lado de vocês (as autonomias espanholas) e um prazer por termos a oportunidade de estar com tantos e tantos amigos", onde salienta Santi Deo e Jose Antonio Gil que "nos tratam com todo o carinho do mundo e nos ajudam no que podem".

Mas foi pena ter-se perdido um quadriénio, tendo agora o corpo técnico da Federação de queimar etapas para que consigamos uma selecção competitiva na Divisão A de sub 21 anos.

E, sem preconceitos ou falsos pudores, vamos lá participar nos Campeonatos Autonómicos. Ninguém nos tira a nossa identidade como portugueses.


Filed under: desporto Tagged: Campeonatos Autonómicos de Espanha, formação, Hóquei em Campo, Luis Ciancia, Mário Almeida, Selecções jovens

Se a informação tem autoestradas, então deve pagar portagem

Posted: 28 Oct 2014 07:52 AM PDT

autoestrada da informação

Basicamente é isto que diz o governo da Hungria ao querer colocar um imposto real sobre algo virtual – a circulação de bits. Dirão que é ridículo, e eu concordarei, mas não temos nós, para citar apenas um exemplo, uma fiscalidade verde com o pretexto de ser boa para o ambiente, quando, cinismo à parte, se trata essencialmente, de aumentar o imposto sobre os produtos petrolíferos?

Já o governo húngaro diz que serão os fornecedores de Internet, e não os consumidores, a suportar este imposto, apesar dos primeiros dizerem que a factura irá mesmo para os consumidores. Onde é que, entre nós, ainda recentemente, ouvimos este argumento de novos impostos serem pagos pelas empresas e não pelos consumidores? Pois, foi exactamente na questão da cópia privada, com a SPA e governo a dizerem que a taxa sobre memórias e armazenamento digital não recairá sobre os consumidores.

Agora, com a pressão nas ruas, o governo húngaro ofereceu-se para baixar o novo imposto, sem no entanto desistir desta ideia peregrina. À semelhança do que por cá fez o governo quanto ao imposto da cópia privada, baixando-o mas, mais importante, mantendo a intenção de o aplicar, apesar da injustiça que está na sua base.

Com tantas semelhanças entre o nosso governo e o congénere húngaro, vão-se preparando. É uma questão de tempo até que a sede de impostos chegue onde nem lhe passava pela cabeça que tal fosse taxável. Sim, sim, isso em que está a pensar também.


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«O impasse [deliberado]

Posted: 28 Oct 2014 07:06 AM PDT

é uma forma de conservar o poder, o estatuto, os privilégios de quem os detém (…).» António Pinto Ribeiro, sempre na mouche, fazendo as relações certas entre memória e esquecimento, o que vemos e nos vê, e sobretudo entre o que não se diz e a devastação da Europa. A que apenas poderemos contrapor «vanguardas ásperas e precisas», diz. Ásperas e precisas, tomem nota.


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Fábulas de transparência parte II

Posted: 28 Oct 2014 06:47 AM PDT

Depois da lata de Passos, a canonização por José António Saraiva. A coisa é tão absurda que até as mentiras eleitorais tentou branquear. Estaremos a entrar numa nova fase de manipulação à la Relvas?


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Europa, querida Europa

Posted: 28 Oct 2014 04:08 AM PDT

Quando julgamos ver-te um sinal de compaixão e humanidade, tiras-nos em seguida o tapete de debaixo dos pés.

 (…) a Bélgica revelou ter interrompido, desde meados de Agosto, todas as expulsões forçadas de imigrantes para os países africanos onde a epidemia de ébola alastra. Cada expulsão por via aérea exige que pelo menos dois polícias acompanhem a pessoa expulsa – tendo por vezes de levar as pessoas até aos serviços de imigração do país. "Não podemos pôr em perigo a saúde do nosso pessoal", explicou Agnès Reis, porta-voz da polícia federal belga. (daqui)

 


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