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- A Amnésia
- Educação em estado de Citius
- A incompetência que ministra este governo
- Estranha forma de afrontação do poder
- O bichinho
| Posted: 03 Oct 2014 12:22 PM PDT Filed under: vária Tagged: amnésia, cavaco, corrupção, costa, justiça, passos coelho, Seguro, Tecnoforma |
| Posted: 03 Oct 2014 09:55 AM PDT A justiça entrou no PC e não saiu? Não há crise, suspende-se. No caso dos Profs, saiu quem não devia? Não há crise, anule-se! Filed under: educação Tagged: bolsa, concursos, Crato, escolas, incompetência, mentira, professores |
| A incompetência que ministra este governo Posted: 03 Oct 2014 08:00 AM PDT Houve uma altura em que pensei que este governo fosse maquiavélico ao ponto de nos querer lixar, fazendo-o com uma estratégia de aparente incompetência. Hoje tenho a certeza que nos quer lixar mas que, simultaneamente, é incompetente. Vejamos apenas três exemplos. 1. Contas públicas: o enorme aumento de impostos apenas se traduziu no agravamento das contas públicas. O governo lixou-nos com uma carga fiscal pornográfica, enquanto que, no esplendor da sua incompetência, nos deixa pior. 2. Justiça: a “maior reforma de sempre na Justiça”, como chamou a alegada ministra da justiça ao presente caos por ela criado, traduz-se na completa ausência de planeamento para a dita reforma, tendo transformado o anterior estado de quase negação de justiça, que é disso que se trata quando processos demoram anos a se resolverem, a um estado de completa negação de justiça. Incompetência, que a ministra vai procurando disfarçar com a situação do CITIUS não funcionar, quando, na realidade, é toda a reforma que está mal feita. 3. Educação: outro caso ilustrativo da enorme incompetência deste governo. Crato anunciou com pompa e circunstância que o ano lectivo tinha começado exemplarmente e eis que, ainda hoje, milhares de alunos não têm professor. Não são precisos pedidos de desculpa sem a devida consequência. E esta é simplesmente largar o cargo para o qual não se tem capacidade. Três anos deste bando e temos o país de pantanas. Adenda: Quando este texto foi escrito ainda a notícia seguinte não tinha saído. Agora brinca-se com a vida das pessoas? Há uma cadeira que, essa sim, merece uma dança: a cadeira de Nuno Crato!
Filed under: política nacional Tagged: contas públicas, nuno crato, paula teixeira da cruz |
| Estranha forma de afrontação do poder Posted: 03 Oct 2014 06:00 AM PDT Pedro Passos Coelho, líder dos ministros coitadinhos que pedem desculpa e mais recente Calimero da política portuguesa, tem apostado no discurso do homem vertical que está debaixo de fogo porque afrontou interesses poderosos. À parte do banqueiro Salgado, e apenas após este ter caído em desgraça, não se conhecem ainda esses poderosos interesses que o rapaz da Tecnoforma afrontou. A menos que queiramos assumir como real o discurso de alguns radicais de direita que catalogam os sindicatos como interesses poderosos da sociedade portuguesa. Terão o seu poder mas, tanto quanto se sabe, ainda não chamam boys do PSD ou do PS para os seus conselhos de administração, não influenciam a legislação nem beneficiam de prescrições milionárias em regime de total impunidade. Posto isto é interessante ver a postura dos partidos da maioria na aparente recta final do mediático e polémico caso dos submarinos. Há duas semanas, os deputados da maioria, na habitual defesa dos seus interesses pessoais e partidários, decidiram chumbar a vinda de Paulo Portas à comissão de inquérito por considerarem a sua presença “desnecessária”. Já na Quarta-feira ficamos a saber que, no entender de PSD e CDS, os trabalhos da comissão de inquérito que investiga a aquisição de equipamentos militares como os submarinos ou os blindados Pandur estão terminados. Isto apesar de, segundo revelou o jornal Público, se estar mais perto do que nunca de descobrir o destino final dos 30 milhões pagos pelos alemães à ESCOM. Sabemos pelos jornais que uma parte acabou dividida entre os pobrezinhos da Comporta. Mas diz-se por ai que houve mais alguém a receber uns milhões. Terá sido o irrevogável? Hoje, para fechar mais este esquema de corrupção político-partidária com chave de ouro, ficamos saber que o relatório preliminar da comissão de inquérito, o que não é mais do que uma decisão do PSD e CDS visto que estes podem tomar decisões unilaterais por estarem em maioria no Parlamento, refere que não existe “qualquer prova” ou “indícios” de ilegalidades por parte dos decisores políticos ou militares, não só no caso dos submarinos como em todos os casos de aquisição de material militar ligados ao mesmo processo. Daqui envio um especial agradecimento, enquanto contribuinte permanentemente assaltado pelos criminosos do bloco central, à maioria PSD/CDS na pessoa da deputada Mónica Ferro, a relatora deste documento que é ilustrativo sobre a forma como os calimeros de direita afrontam os poderosos. Estranha forma de afrontar interesses poderosos. Enquanto que na Alemanha o mesmo caso levou à condenação de uma série de corruptos, em Portugal não se passa absolutamente nada. Durão há-de ser presidente, Guterres há-de ser presidente e Paulo Portas há-de continuar a ser o que lhe apetecer, nem que para isso tenha que criar uma crise política mais dispendiosa que qualquer chumbo do Tribunal Constitucional. O tuga continuará a assistir, continuará a dizer que são todos iguais, continuará a votar nos mesmos e quando estiver aborrecido com a seca que estes assuntos são pega na comando e selecciona uma qualquer distracção entre o lixo televisivo disponível. Impávido e formatado. Filed under: política nacional Tagged: bes, comissão de inquérito, corrupção, Escom, paulo portas, submarinos |
| Posted: 03 Oct 2014 04:05 AM PDT A minha carripana tem vinte anos e uma carcaça sentimental. Os carros velhos têm achaques, engasganços, manias, e há que saber entendê-los. A certa altura, resolveu que só pegaria quando lhe apetecesse.Tratá-lo à bruta não adiantou, insistir só o enervava. Descobri que ele pegava com mais frequência quando era eu a tentar, uma espécie de lealdade para com a dona que me pareceu enternecedora. Em pouco tempo, estava a sussurar-lhe ao painel: “Sou eu, bichinho”, e ele pegava. O mecânico riu desdenhosamente até comprovar que a frase funcionava mesmo e aí teve de engolir a gargalhada.Num certo dia em que ele se mostrava mais caprichoso, e me foi proposto empurrar-me o carro numa descida, a frase mágica foi o meu alerta: “E se me espeto contra a parede?” Foi quanto bastou para que ele arrancasse. Não percebo nada de mecânica, mas tenho a minha experiência no que toca a animar criaturas inanimadas e não vejo por que motivo uma coisa não há-de colaborar com a outra. A carripana tem uma caixa de velocidades temperamental, um motor de arranque que ė para onde estiver virado, uma carcaça débil que eu tento defender da couraça rija das outras máquinas. Mas ė fiável à sua maneira e leal a quem a entende. Nunca tive um carro novo, conduzi sempre máquinas antigas e cansadas, que tinham a sua memória de outros donos e outros vicíos, e me aceitavam ou não conforme lhes parecesse. Aos carros novos vejo-os como criaturas insolentes e impetuosas, reluzentes na estrada, ansiosas por mostrar o seu furor. Os carros velhos têm histórias, ouviram conversas, rodaram por muitos sítios, conheciam os caminhos de sempre e aqueles que os donos evitavam, e gravaram tudo isso num sítio muito seu e que é mais do que engrenagens e velas e pedais. Sabem, entre outras coisas, que os donos aprendem, não demasiado cedo, que é preciso voltar aos sítios onde se foi infeliz, atravessar as mesmas avenidas, entrar nas mesmas rotundas, não por masoquismo, longe disso, mas para que a consciência alcance que tudo passa, não há mal que sempre dure, e que um dia se poderá olhar o velho como novo e descobrir o nunca visto. O meu bichinho é um rafeiro desconfiado e inquieto, sem paciência para nervosismos exibicionistas, mas que nunca se furtou ao dever quando era mesmo preciso sair dali naquele momento. Passa os dias na rua, sem garagem que o cubra, e circula aos solavancos pelas ruas tortuosas da minha cidade, por cima das tais pedras sujas e gastas da canção. Eu retribuo reconhecendo-lhe o direito à ineficácia e ao achaque, e nisso andamos e andaremos até ao dia longínquo em que o motor não arranque mais. Filed under: crónicas Tagged: carripanas, carros velhos, conduzir |
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